Ragusa continua a surpreender... merece uns três dias completos.
As muralhas que envolvem a cidade (city walls) permitem que os turistas circulem em cima delas por 60 kunas (estudante, com carteira internacional, paga meia) e proporcionam uma visão magnífica de “old town”. É possível identificar diversos telhados arruinados por sérvios e montenegrinos em 1992, além de constatar toda a identidade de Dubrovnik.Uma hora e meia apreciando a cidade através das muralhas é suficiente.
O calor de 37 graus deixa exausto. Já fora das muralhas, em uma sala de três andares com ar condicionado, há uma exposição de fotos (war photos) sobre a guerra da Iugoslávia e outras guerras recentes que aconteceram no mundo. Vale 40 minutos ali, por 40 kunas.
Ainda pela manhã, um mergulho no Adriático... exuberante! A água cristalina possibilita uma visão de uns quatro metros. A quantidade de sal também não é suficiente para te obrigar a um banho de água doce, ou seja, é vestir a roupa e ir direto para o almoço.
Pizza, nhoque, lasanha e salada em quase todos os restaurantes. A influência italiana ainda paira na cidade, por isso o antigo nome Ragusa dado durante o Império Otomano, quando a cidade estava dentre os maiores portos. Por 50 kunas come-se o básico, sem beber nada. Um refrigerante ou uma cerveja custam mais ou menos 20 kunas (quase 3 euros).
Algumas outras atrações que a cidade proporciona não interessam a todos. Vídeos em 3D sobre a história de Dubrovnik, passeios de barcos para algumas ilhas próximas, diferentes tipos de museus, igrejas e etc, mas enfim, opções não faltam.
Hoje tive a oportunidade de finalizar o dia conversando por alguns minutos com um croata, nascido em Dubrovnik. O pai dele foi morto na guerra de 92 por um sérvio, porém sua mãe é sérvia. Recusou-me a dizer sobre o sentimento que tem pelos sérvios... “Sérvios? Eu amo minha mãe ué, o que mais vc quer saber?”. Quando eu o questionei sobre preconceito étnico naquela região, especificamente na época da guerra, a resposta foi... “Há uma coisa que deus jamais mudará, a mente política esdrúxula de certas pessoas”. Talvez eles tenham sido obrigados a odiar pessoas de outras etnias, caso contrário a guerra não teria tal amplitude... sei lá.
Até a próxima, em Mostar, na Bósnia.
valeu.
As muralhas que envolvem a cidade (city walls) permitem que os turistas circulem em cima delas por 60 kunas (estudante, com carteira internacional, paga meia) e proporcionam uma visão magnífica de “old town”. É possível identificar diversos telhados arruinados por sérvios e montenegrinos em 1992, além de constatar toda a identidade de Dubrovnik.Uma hora e meia apreciando a cidade através das muralhas é suficiente.
O calor de 37 graus deixa exausto. Já fora das muralhas, em uma sala de três andares com ar condicionado, há uma exposição de fotos (war photos) sobre a guerra da Iugoslávia e outras guerras recentes que aconteceram no mundo. Vale 40 minutos ali, por 40 kunas.
Ainda pela manhã, um mergulho no Adriático... exuberante! A água cristalina possibilita uma visão de uns quatro metros. A quantidade de sal também não é suficiente para te obrigar a um banho de água doce, ou seja, é vestir a roupa e ir direto para o almoço.
Pizza, nhoque, lasanha e salada em quase todos os restaurantes. A influência italiana ainda paira na cidade, por isso o antigo nome Ragusa dado durante o Império Otomano, quando a cidade estava dentre os maiores portos. Por 50 kunas come-se o básico, sem beber nada. Um refrigerante ou uma cerveja custam mais ou menos 20 kunas (quase 3 euros).
Algumas outras atrações que a cidade proporciona não interessam a todos. Vídeos em 3D sobre a história de Dubrovnik, passeios de barcos para algumas ilhas próximas, diferentes tipos de museus, igrejas e etc, mas enfim, opções não faltam.
Hoje tive a oportunidade de finalizar o dia conversando por alguns minutos com um croata, nascido em Dubrovnik. O pai dele foi morto na guerra de 92 por um sérvio, porém sua mãe é sérvia. Recusou-me a dizer sobre o sentimento que tem pelos sérvios... “Sérvios? Eu amo minha mãe ué, o que mais vc quer saber?”. Quando eu o questionei sobre preconceito étnico naquela região, especificamente na época da guerra, a resposta foi... “Há uma coisa que deus jamais mudará, a mente política esdrúxula de certas pessoas”. Talvez eles tenham sido obrigados a odiar pessoas de outras etnias, caso contrário a guerra não teria tal amplitude... sei lá.
Até a próxima, em Mostar, na Bósnia.
valeu.
| Stradun - a rua principal de "old town" em Dubrovnik |
| Em cima das muralhas, de frente para o Adriático |
| Prédio do hostel... Fresh Sheets |
| Cold Drinks... para um café vespertino. |
| Pois é... elas também estendem roupas! |
| Mais ou menos dez casas foram destruídas durante a guerra. |
| É ali que rola um mergulho! As casas da foto não estão em "old town", porém em Dubrovnik |
| Old town em Dubrovnik |
| Olhando da entrada principal de "old town" para a parte mais nova de Dubrovnik |
